Decidi investigar se, nos vários países, haveria uma periodicidade semanal na sequência de casos CoVid-19 registados diariamente.
Usei os dados fornecidos pela John Hopkins University, e fiz um pequeno programa que, para um país escolhido, retira a sequência de resultados disponíveis (casos acumulados), constrói a sequência de casos dia a dia, calcula a transformada de Fourier desta sequência, e mostra os resultados.
Por exemplo, para Portugal obtive (deixemos de lado a escala...)
Visível a sequência de casos diários conhecida (a azul) e, a laranja, a transformada de Fourier dessa sequência. A outra metade seria simétrica desta. Aquele pico por volta do índice 20 corresponde à periodicidade semanal! Et voilà!
Realmente, sendo a frequência de amostragem 1 por dia, e 145 o número de amostras, a frequência 1 em cada 7 dias estará no índice 145/7.
Curiosamente, noutros países encontrei picos mais nítidos, como na Alemanha
e mesmo na Itália
que interpreto como um funcionamento menos caótico do sistema de registo dos dados...
Será?
Informática é a ciência que trata de informação e do seu processamento e análise de uma forma automática
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segunda-feira, 15 de junho de 2020
terça-feira, 24 de março de 2020
Modelos matemáticos e contágios
Numa população, um elemento infectado pode provocar uma epidemia, ou não.
Se o contágio se fizer por contacto físico (social), os principais parâmetros a considerar serão o número de contactos (por dia) e a probabilidade de um contacto provocar um contágio.
Outros parâmetros importantes, serão o tempo da infecção, percentagem de casos letais, e se os sobreviventes ficam vacinados, ou não.
Numa população que se distribui de uma forma não uniforme, em comunidades com hábitos sociais variados, com distribuição geográfica variada, com dados de fiabilidade não comprovada, sugere um grande desafio de modelação e de previsão.
Num grupo uniforme, se, por exemplo, um infectado provocar 2 contágios por dia, aparentemente teremos um crescimento exponencial 1-2-4-8-16-32-64-128-... Será assim? Não parece.
O modelo exponencial só é válido numa população infinita, ou então, em grupos uniformes e enquanto o contágio não atinja valores significativos.
Nesta figura, o ajuste de uma curva exponencial a um caso real, a pandemia Coronavírus em Portugal na data de hoje: (ver código aqui)
Para estes números, parece aceitável a aproximação, que, basicamente, é um modelo recursivo, em que a população infectada no momento n depende apenas da população infectada momento n-1, ou seja, x(n)=Rx(n-1). No exemplo da figura, R=1.28.
Numa população finita, nomeadamente num grupo pequeno, o modelo exponencial tem limites, os valores atingidos não podem aproximar-se do total da população.
É aqui que surge o mapa logístico, mencionado noutro local deste blogue, também um modelo recursivo, mas que tenta reflectir a ideia de que a população infectada no momento n é proporcional à população infectada e à população não infectada no momento n-1, ou seja, x(n)=Rx(n-1)[N-x(n-1)].
Sem perda de generalidade, costuma considerar-se a população total ser 1 e x ser a fracção da população, e não o seu valor absoluto. Nesta figura, uma simulação com x(0)=0.0002 e R=1.28:
Se o contágio se fizer por contacto físico (social), os principais parâmetros a considerar serão o número de contactos (por dia) e a probabilidade de um contacto provocar um contágio.
Outros parâmetros importantes, serão o tempo da infecção, percentagem de casos letais, e se os sobreviventes ficam vacinados, ou não.
Numa população que se distribui de uma forma não uniforme, em comunidades com hábitos sociais variados, com distribuição geográfica variada, com dados de fiabilidade não comprovada, sugere um grande desafio de modelação e de previsão.
Num grupo uniforme, se, por exemplo, um infectado provocar 2 contágios por dia, aparentemente teremos um crescimento exponencial 1-2-4-8-16-32-64-128-... Será assim? Não parece.
O modelo exponencial só é válido numa população infinita, ou então, em grupos uniformes e enquanto o contágio não atinja valores significativos.
Nesta figura, o ajuste de uma curva exponencial a um caso real, a pandemia Coronavírus em Portugal na data de hoje: (ver código aqui)
Para estes números, parece aceitável a aproximação, que, basicamente, é um modelo recursivo, em que a população infectada no momento n depende apenas da população infectada momento n-1, ou seja, x(n)=Rx(n-1). No exemplo da figura, R=1.28.
Numa população finita, nomeadamente num grupo pequeno, o modelo exponencial tem limites, os valores atingidos não podem aproximar-se do total da população.
É aqui que surge o mapa logístico, mencionado noutro local deste blogue, também um modelo recursivo, mas que tenta reflectir a ideia de que a população infectada no momento n é proporcional à população infectada e à população não infectada no momento n-1, ou seja, x(n)=Rx(n-1)[N-x(n-1)].
Sem perda de generalidade, costuma considerar-se a população total ser 1 e x ser a fracção da população, e não o seu valor absoluto. Nesta figura, uma simulação com x(0)=0.0002 e R=1.28:
A população infectada cresceria muito rapidamente, abrandando para atingir o seu máximo em menos de 40 dias. Mas seriam catastróficos os valores atingidos.
Um modelo tem de ser mais elaborado, não se pode ficar pelo ponto de equilíbrio correspondente à exaustão da população. É necessário entrar em linha de conta com a percentagem de infectados que se tornam imunes, com o tempo de incubação, com a distribuição não uniforme da população, etc.
Curiosamente, estes modelos não andam muito longe dos modelos de influência, de contágio, de propagação de ideias nas redes sociais, desde a política à moda.
A revisitar noutro momento.
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